14 Mai 2012
Negociadores egípcios disseram ontem estar próximos de um acordo com Israel para pôr fim à greve de fome de 1,6 mil presos palestinos, que protestam por melhores condições no cárcere e o fim de prisões sem direito a julgamento. Três deles não comem há mais de 70 dias.
A notícia é publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 14-05-2012.
Uma proposta entregue pelos egípcios ao governo israelense prevê o fim do confinamento dos prisioneiros em solitárias e o acesso de familiares aos detentos ligados ao Hamas.
O documento também pede que Israel amenize a política de "detenções administrativas", quando os militantes palestinos são presos sem acusação formal. De acordo com a proposta egípcia, os detidos serão liberados ou indiciados formalmente.
Representantes dos palestinos ainda têm de analisar a proposta. Autoridades israelenses se recusaram a comentá-la. De acordo com o porta-voz do governo do Hamas em Gaza, Taher Nunu, as negociações estavam em andamento e um desfecho poderia ocorrer a qualquer momento.
Naqba
Militantes palestinos prometem manifestações em massa para lembrar amanhã a Naqba, o aniversário da sua derrota em 1948 para os israelenses. Neste ano, o principal tema dos protestos deve ser a greve de fome dos militantes presos. Espera-se que um acordo amenize a repercussão desses protestos em Israel.
No total, há 4,6 mil palestinos presos em Israel. Segundo as autoridades prisionais israelenses, os 1,6 mil que se recusam a comer estão sob monitoramento médico constante e em condições estáveis.