04 Agosto 2011
Em violentas manifestações ontem no Chile, estudantes invadiram uma rede de TV que era da família do presidente Sebastián Piñera.
A reportagem é de Lucas Ferraz e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 05-08-2011.
Os distúrbios se iniciaram pela manhã, com confrontos com policiais. Estudantes protestam há três meses pela reforma do sistema educacional. Houve mais de 500 prisões e dezenas de feridos.
O conflito se intensificou após o governo proibir duas manifestações dos estudantes. Para impedir os protestos, Piñera usou um decreto assinado pelo ex-ditador Augusto Pinochet (1915-2006).
A medida reconhece o direito de realizar atos, desde que sejam antes aprovados pelo governo, que negou o direito sob o argumento de manter a "ordem pública".
Estudantes ignoraram a proibição e saíram às ruas, mas acabaram reprimidos.
Os manifestantes montaram barricadas em pelo menos dez pontos da capital, Santiago, e atiraram paus, pedras e coquetéis molotov, segundo imagens da TV local. A polícia agiu com jatos de água e gás lacrimogêneo.
À noite, os estudantes voltaram às ruas e invadiram a rede de TV Chilevisión, da qual Piñera se desligou após assumir a Presidência. Moradores da capital saíram às ruas em apoio aos estudantes.
Os novos distúrbios devem esfriar a tentativa de acordo para pôr fim aos protestos. O Ministério da Educação apresentou uma proposta, considerada insuficiente pelo movimento estudantil.Uma das principais demandas é que o ensino público seja gratuito.
Piñera havia dito nesta semana que não iria mais permitir manifestações de estudantes. O porta-voz do governo, Andrés Chadwick, disse também que os "estudantes não são donos do país".
A "primavera chilena" eclodiu em maio, com protestos nas ruas e a ocupação de várias universidades, e provocou grave crise no governo.
No último mês, o presidente reformou quase metade de seu gabinete para tentar melhorar a imagem do governo, que ostenta um dos piores índices de aprovação da história política do Chile.
O Centro de Estudos Públicos, um dos institutos mais respeitados do país, divulgou ontem uma nova pesquisa sobre a popularidade de Piñera, que segue em queda: ele tem apenas 26% de aprovação popular.
A reportagem é de Lucas Ferraz e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 05-08-2011.
Os distúrbios se iniciaram pela manhã, com confrontos com policiais. Estudantes protestam há três meses pela reforma do sistema educacional. Houve mais de 500 prisões e dezenas de feridos.
O conflito se intensificou após o governo proibir duas manifestações dos estudantes. Para impedir os protestos, Piñera usou um decreto assinado pelo ex-ditador Augusto Pinochet (1915-2006).
A medida reconhece o direito de realizar atos, desde que sejam antes aprovados pelo governo, que negou o direito sob o argumento de manter a "ordem pública".
Estudantes ignoraram a proibição e saíram às ruas, mas acabaram reprimidos.
Os manifestantes montaram barricadas em pelo menos dez pontos da capital, Santiago, e atiraram paus, pedras e coquetéis molotov, segundo imagens da TV local. A polícia agiu com jatos de água e gás lacrimogêneo.
À noite, os estudantes voltaram às ruas e invadiram a rede de TV Chilevisión, da qual Piñera se desligou após assumir a Presidência. Moradores da capital saíram às ruas em apoio aos estudantes.
Os novos distúrbios devem esfriar a tentativa de acordo para pôr fim aos protestos. O Ministério da Educação apresentou uma proposta, considerada insuficiente pelo movimento estudantil.Uma das principais demandas é que o ensino público seja gratuito.
Piñera havia dito nesta semana que não iria mais permitir manifestações de estudantes. O porta-voz do governo, Andrés Chadwick, disse também que os "estudantes não são donos do país".
A "primavera chilena" eclodiu em maio, com protestos nas ruas e a ocupação de várias universidades, e provocou grave crise no governo.
No último mês, o presidente reformou quase metade de seu gabinete para tentar melhorar a imagem do governo, que ostenta um dos piores índices de aprovação da história política do Chile.
O Centro de Estudos Públicos, um dos institutos mais respeitados do país, divulgou ontem uma nova pesquisa sobre a popularidade de Piñera, que segue em queda: ele tem apenas 26% de aprovação popular.