Os jesuítas denunciam situação na qual vivem milhões de deslocados em todo o mundo

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Por: André | 19 Junho 2013

O Serviço Jesuíta aos Refugiados organizou uma projeção simultânea no Líbano, Nova York e Roma sobre a luta diária de refugiados e pessoas que solicitam asilo para comemorar o Dia Mundial do Refugiado, que se celebra nesta quinta-feira, 20 de junho.

A reportagem está publicada no sítio espanhol Religión Digital, 18-06-2013. A tradução é do Cepat.

Deste modo, a partir desta terça-feira, 18 de junho, e até sexta-feira, 21 de junho, entre as 21h e 02h, será projetado um vídeo sobre a fachada da Igreja do Gesù, em Roma, principal templo da Companhia de Jesus e onde se encontra o túmulo de Santo Inácio de Loyola. Enquanto isso, em Nova York e no Líbano, a projeção acontecerá nesta quinta-feira. O vídeo, que dura 12 minutos, mostra, através de 200 fotos, a vida e a luta dos refugiados e pessoas que solicitam asilo, obrigados a fugir da guerra, perseguição e outras violações dos direitos humanos.

Esta iniciativa foi premiada pelo presidente da República da Itália, Giorgio Napolitano, com a “Medaglia di Rappresentanza” por seu objetivo de “sensibilizar a opinião pública para que pressione os políticos para que defendam os direitos humanos fundamentais dos refugiados e pessoas que solicitam asilo, particularmente nas áreas de acolhida, segurança alimentar e educação”.

Além disso, nesta terça-feira [ontem] também será inaugurada a exposição fotográfica “Refúgio e Cuidado”, na igreja do Gesù, que, até no próximo dia 30 de junho, mostra a hospitalidade com os refugiados através de fotografias do pessoal do JRS na República Democrática do Congo, Líbano e Síria.

O presidente do Senado italiano, Pietro Grasso, recorda em uma mensagem enviada ao diretor internacional do JRS, o jesuíta Peter Balleis, que “os refugiados são pessoas como as demais que, por razões alheias à sua vontade, se viram obrigadas a abandonar seus lares, países, empregos e, muitas vezes, suas famílias para recomeçar em países de acolhida”. Nesta linha, destaca o valor do “trabalho de conscientização realizado pelas associações, instituições, voluntários e cidadãos na Itália para dar esperança àqueles que buscam ajuda para reconstruir suas vidas”.

O Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS) é uma organização católica internacional cuja missão é acompanhar, servir e defender os interesses dos refugiados e outras pessoas deslocadas à força. Realiza programas em 50 países assistindo refugiados em acampamentos e cidades, pessoas deslocadas dentro de seus próprios países, pessoas que solicitam asilo em áreas urbanas, e pessoas que estão presas em centros de detenção. Suas principais áreas de trabalho são: educação, assistência de emergência, cuidados médicos, atividades de subsistência e serviços sociais.

Concretamente, o JRS oferece mensalmente ajuda alimentar para mais de 100.000 pessoas no Oriente Próximo e na África do Norte, principalmente na Síria, e também na Jordânia e no Líbano. Este apoio é proporcionado mediante a preparação diária de mais de 20.000 refeições nas cozinhas de campanha do JRS para aquelas famílias que não têm utensílios de cozinha, por exemplo, em Alepo e Damasco. Estas refeições são distribuídas em mesquitas, escolas convertidas em refúgios, prédios públicos, parques, entre outros.