Luta por moradia. Conjuntura latino-americana e autogestão popular em debate no encontro de Curitiba

Mais Lidos

  • A ferrovia bioceânica Brasil-Peru promete agilizar o comércio com a China. Mas a que custo?

    LER MAIS
  • “As ideias de Yarvin e de outros são um absurdo, mas as prescrições liberais do mundo seguem linhas semelhantes". Entrevista com Carlos Fernández Liria

    LER MAIS
  • Antonio Banderas ao Papa: "Estou aqui hoje confessando ter sido vítima do feitiço de Deus"

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Por: Jonas | 11 Junho 2013

A Casa do Trabalhador, sede histórica do Cepat/CJ-Cias, em Curitiba, está recebendo, nesta semana, de 9 a 15 de junho, um importante encontro. Trata-se do 2º Módulo da Escola Latino Americana de Autogestão Popular. Participam desta atividade representantes de cinco países: Argentina, Uruguai, Equador, Venezuela, Chile e Brasil, que conta com a presença de lideranças de 23 estados. A União por Moradia Popular do ParanáUMP e a União Nacional Por Moradia PopularUNMP são as responsáveis por organizar o evento que é promovido pela Secretaria Latino Americana de Moradia Popular (SELVIP). Aproveitando a ocasião, conversamos brevemente com um dos coordenadores desta frente, o reverendo Marcos Cosmo (foto), da Igreja Anglicana, da cidade de Recife, Pernambuco.

O reverendo Marcos ressaltou que este encontro de formação tem como principal objetivo trabalhar em duas frentes: fazer uma análise de conjuntura da América Latina e aprofundar o tema da autogestão popular. Esta é segunda turma que está sendo formada, sendo que a primeira turma encerrou seu período de formação em 2011. O curso completo é composto por quatro módulos. O primeiro foi realizado em Quito, no Equador, o segundo está ocorrendo aqui, em Curitiba, o terceiro será em Buenos Aires, na Argentina (novembro deste ano) e o último será em Caracas (março de 2014), na Venezuela. Com este trabalho, pretende-se formar novos quadros para dar continuidade à luta latino-americana por moradia.

Questionado sobre a sua trajetória de envolvimento com os movimentos populares, o reverendo Marcos ressaltou que se inspira e é adepto da Teologia da Libertação. Já foi secretário diocesano de Direitos Humanos Desmond Tutu, da Igreja Episcopal Anglicana, em um momento em que a instituição realizou uma forte parceria com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). E, a partir de 1999, após se envolver nas questões de moradia, durante uma grande ocupação em Recife, passou a acompanhar e lutar por essa causa.

O texto é de Jonas Jorge da Silva, da equipe do Cepat/CJ-Cias.

Veja também: