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23 Mai 2013

Um plus a mais

“Passei por uma loja que vendia roupa plus size para mulheres. Levei algum tempo para entender o que era 'plus size'. Plus, em inglês, é mais. Size é tamanho. Mais tamanho? Claro: era uma loja de roupas para mulheres grandes e gordas, ou com mais tamanho do que o normal. Só não entendi isto logo porque a loja não ficava em Miami ou em Nova York, ficava no Brasil” – Luís Fernando Verissimo, escritor – Zero Hora, 23-05-2013.

‘Delivered’

“A invasão de americanismos no nosso cotidiano hoje é epidêmica e chegou a uma espécie de ápice do ridículo quando “entrega” virou “delivery”. Perdemos o último resquício de escrúpulo nacional quando a nossa pizza, em vez de entregue, passou a ser “delivered” na porta” – Luís Fernando Verissimo, escritor – Zero Hora, 23-05-2013.

Americanos

“Isto não é xenofobia nem anticolonialismo cultural americano primário, nem eu acho que se deva combater a invasão com legislação, como já foi proposto. O inglês, para muita gente, é a língua da modernidade. Todos queremos ser modernos e, nem que seja só na imaginação, um pouco americanos. E nada contra quem prefere ser “plus” a ser mais e ter “size” em vez de altura ou largura. Só é triste acompanhar esta entrega – ou devo dizer “delivery”? – de identidade de um país com vergonha da própria língua” – Luís Fernando Verissimo, escritor – Zero Hora, 23-05-2013.

Técnicas de controle

“A modernidade é sedenta de técnicas de controle de si (dietas, prescrições, treinos, meditações etc.). Há menos controle externo (religioso ou político) sobre nossa vida; aumenta a necessidade de controle que nós mesmos exerceríamos sobre nós. Nessa tarefa, a ajuda de drogas e remédios é bem-vinda --para controlar nossa vida cotidiana, conter a tristeza, as variações de humor, a ansiedade, a preocupação etc.” – Contardo Calligaris, psicanalista – Folha de S. Paulo, 23-05-2013.

Medicalização é uma cultura

“Alguns psicoterapeutas e psicanalistas se opõem furiosamente à medicação de seus pacientes. Tudo bem, mas a medicalização é hoje uma cultura, um regime, um sistema de controlar e organizar a vida. Os remédios são apenas um dos meios da medicalização; é possível medicalizar a vida adotando práticas "saudáveis" ou frequentando um psicoterapeuta” – Contardo Calligaris, psicanalista – Folha de S. Paulo, 23-05-2013.

O poder do pontapé

“Dilma Rousseff ultrapassou Hillary Clinton e segue agora em 2º lugar atrás de Angela Merkel no ranking de mulheres poderosas da revista ‘Forbes’. A recente sequência de pontapés iniciais que a presidente deu em inaugurações de estádios deve ter sido decisiva nesta arrancada. Até porque, na base aliada de seu governo, como se sabe, ela está cada vez menos poderosa” – Tutty Vasques, humorista – O Estado de S. Paulo, 23-05-2013.

Do ramo

“Quem assistiu pela TV à suposta sessão de exorcismo protagonizada pelo papa Francisco em plena Praça de São Pedro ficou com a impressão de que o Sumo Pontífice estaria podre de rico se tivesse aberto uma igreja no Brasil em vez de seguir carreira no Vaticano” – Tutty Vasques, humorista – O Estado de S. Paulo, 23-05-2013.

Luis Vuiton

"Boato sobre o fim da bolsa Louis Vuitton leva milhares de peruas aos shoppings. Histeria coletiva" - José Simão, humorista - Folha de S. Paulo, 23-05-2013.