Por: Jonas | 17 Mai 2013
O Instituto para as Obras de Religião (IOR), o nome oficial do Banco Vaticano, envolvido em vários escândalos por suspeitas de lavagem de dinheiro, abrirá uma página na internet, no final do ano, na qual divulgará seu balanço, apontaram fontes da entidade para a imprensa italiana.
A reportagem é publicada no sítio Religión Digital, 14-05-2013. A tradução é do Cepat.
A possibilidade de consultar o balanço tem como objetivo fomentar a transparência da maior instituição financeira da Igreja Católica, explicou ao pessoal do banco o presidente Ernst Von Freyberg, o alemão nomeado por Bento XVI, em fevereiro passado, poucos dias antes de sua renúncia.
No ano passado, o IOR voltou a enfrentar uma tempestade quando as autoridades italianas miraram para sua gestão. O presidente de então, o italiano Ettore Gotti Tedeschi, simpatizante do Opus Dei e que durante anos foi o máximo responsável do banco espanhol Santander, na Itália, foi destituído de forma fulminante, em maio de 2012, por sua gestão.
Um grupo de especialistas em finanças do Conselho da Europa, conhecido como “Moneyval”, em dezembro, também divulgará um relatório sobre os esforços do Vaticano e de seu banco para respeitar as regras contra a lavagem de dinheiro ilícito. O Moneyval prepara o chamado “progress report” com a avaliação sobre as medidas tomadas pela Santa Sé.
Após a publicação do primeiro relatório dos especialistas europeus, em julho passado, o Vaticano prometeu reforçar posteriormente os esforços para fazer parte da “lista branca” de países que respeitam as leis contra a lavagem de dinheiro. Um dos problemas assinalados pelos especialistas e que recai sobre o banco é que possui 33.4043 contas correntes, mas que não tem uma base de dados completa, razão pela qual precisa ser completada.
O IOR será supervisionado por uma sociedade internacional de certificação, uma medida que garante o cumprimento da legislação contra a lavagem de dinheiro ilícito, advertiu Von Freyberg, que deseja superar “as incompreensões”.
O IOR tem 112 empregados e dispõe de fundos no valor de cinco bilhões de euros, divididos em 25.000 entidades diferentes. É da Europa que vem 77% de seus clientes e 7% são do Vaticano. O IOR está sob a supervisão de uma comissão de cardeais e contrata apenas católicos praticantes.