Papa recebeu o colete salva-vidas de uma menina síria que morreu no mar

Mais Lidos

  • Comando Vermelho usa drones gigantes para transportar até 20 fuzis FAL ou AR-15 entre favelas no Rio

    LER MAIS
  • Viver em contínuo Pentecostes. Comentário de Adroaldo Palaoro

    LER MAIS
  • “Esse debate se torna ainda mais importante em um ano eleitoral, porque é fundamental assegurar que os resultados positivos no combate à fome sejam preservados, independentemente de qual governo esteja no poder, seja de direita, seja de esquerda ou centro”, afirma o especialista

    "Os dados mostram que o Brasil conseguiu retornar a um nível de insegurança alimentar semelhante ao registrado em 2014, ano em que o país saiu do mapa da fome da ONU". Entrevista especial com Lucas Moura

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Por: André | 27 Mai 2016

“Um pedacinho da realidade de Lesbos”. Dessa maneira os membros da ONG espanhola Proactiva Open Arms definiram o colete salva-vidas que entregaram ao Papa Francisco. Este colete era de uma menina síria de seis anos que “não conseguiram resgatar” e “morreu afogada com sua família” em sua travessia rumo à ilha grega, em uma tentativa de escapar do conflito em seu país.

 
Fonte: http://bit.ly/1qO7APj  

A reportagem é publicada pelo sítio da televisão argentina TN, 25-05-2016. A tradução é de André Langer.

O Papa “veio e em um tom muito cordial e distendido elogiou o nosso trabalho e nos animou a continuar e ficou compungido quando lhe expliquei a história”, disse à imprensa espanhola o socorrista Óscar Camps, integrante da ONG que se dedica ao resgate dos refugiados no Mediterrâneo.

Além disso, os resgatistas agradeceram ao Papa a visita que fez à ilha grega em abril passado, porque “colocou todos os meios de comunicação e os focos” no drama da imigração.

“Estimamos muito este gesto e viemos para retribuir-lhe a visita e para explicar-lhe o que está acontecendo (...) para que esteja consciente dessa ausência deliberada de recursos humanitários no mar e que não confie nas versões oficiais”, apontou Camps.

“Ele nos disse que estamos fazendo um grande trabalho, nos parabenizou e disse que estávamos em suas orações. Disse-nos que fez contato com altos dirigentes do governo grego e que estavam muito pressionados, mas que suas intenções eram muito boas e favoráveis”, recordou.

O socorrista criticou o acordo entre a União Europeia e a Turquia, que permite as deportações dos imigrantes econômicos, e alertou que as autoridades da União Europeia preferem investir na deportação em vez de assegurar a travessia dos refugiados.