Cardeal pede frear a chegada de refugiados à Alemanha

Mais Lidos

  • Tecnofascismo, dissenso e a gramática da dignidade. Entrevista especial com Donatella Di Cesare

    LER MAIS
  • Uma (nova) história do deus - Flávio, cristofascista ‘escolhido’ e totalmente crente. Artigo de Fábio Py

    LER MAIS
  • Interesses particulares descolados de apreciação profunda e respeitosa transformaram a cidade em um canteiro de obras que muitas vezes desconsideram o impacto ambiental e social, priorizando apenas o luxo e o lucro. História da cidade está se perdendo

    “Torres e sua natureza estão sendo assaltadas, negligenciadas e transmutadas”. Entrevista especial com Lara Lutzenberger

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

11 Fevereiro 2016

A Igreja católica pediu para “reduzir o número de refugiados” acolhidos na Alemanha, numa entrevista publicada sábado na imprensa alemã. “Precisamos reduzir o número de refugiados na Alemanha”, declarou o presidente da Conferência episcopal, o cardeal Reinhard Marx, numa entrevista difundida pelo periódico regional Passauer Neue Presse.

A informação é publicada por Religión Digital, 07-02-2016. A tradução é de Benno Dischinger.

“A Alemanha não pode acolher todos os necessitados do mundo”, agregou Marx, e pediu que neste caso não se tomasse em conta somente “a caridade, senão também a razão”.

A Alemanha anunciou no fim do mês novas restrições ao direito de asilo para reduzir a chegada de refugiados na primavera.

O objetivo destas medidas é preparar o terreno para uma redução “tangível” do fluxo migratório, após a chegada ao país de mais de um milhão de migrantes em 2015.

Este progressivo endurecimento se produz enquanto a Alemanha aparece na Europa como o único destino para centenas de milhares de migrantes. A Suécia e a Finlândia anunciaram sua decisão de querer expulsar dezenas de milhares de migrantes chegados em 2015; a Holanda espera reenviá-los à Grécia, enquanto a Macedônia, a Croácia e a Sérvia só querem deixar passar quem tenha como destino a Áustria ou a Alemanha. Na Dinamarca, um texto aprovado por maioria no parlamento prevê confiscar os efetivos de valor dos migrantes, diminuir seus direitos sociais e limitar a reagrupação familiar.

Uns 30 mil refugiados sírios, iraquianos e afegãos continuaram tomando a rota dos Bálcãs em janeiro, segundo a Organização Internacional das Migrações (OIM).

Por sua parte, os ministros do interior francês e alemão estimaram na sexta-feira, na Grécia, que urge frear a chegada de migrantes da Turquia para a União Europeia (UE).